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Governo anuncia sanção da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2021; veja detalhes

Secretaria-Geral não informou se houve vetos; projeto foi aprovado pelo Congresso no dia 16. Segundo governo, LDO prevê crescimento de 3,2% do PIB e previsão de inflação de 3,2%. Bolsonaro sanciona Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2021 A Secretaria-Geral da Presidência informou nesta sexta-feira (31) que o presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2021. A LDO estabelece as regras básicas para a execução do orçamento, incluindo as previsões de receitas e despesas. Os gastos são detalhados na Lei Orçamentária (LOA), que ficará para ser votada no ano que vem. Segundo a Secretaria-Geral, a LDO prevê, entre outros pontos: crescimento de 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB); índice oficial de inflação de 3,2%; taxa básica de juros da economia, a Selic, em 2,1%. A aprovação do projeto pelo Congresso ainda em 2020 chegou a ser ameaçada, o que levantou dúvidas de como o governo manteria os gastos em 2021, inclusive despesas obrigatórias, como salários e aposentadorias. Com a LDO, no entanto, o Executivo terá acesso a 1/12 dos recursos previstos por mês até que o texto do Orçamento de 2021 passe pelo crivo do Congresso. Meta fiscal A LDO prevê meta a fiscal. Segundo a Secretaria-Geral, o texto sancionado por Bolsonaro estima déficit primário de R$ 247,12 bilhões. Na primeira versão do projeto, enviada em abril, o Executivo sugeriu meta flexível e variável de déficit primário de 2021. Em outubro, porém, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou um alerta ao governo federal sobre a ausência de uma meta fiscal fixa no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021, em tramitação no Congresso. Segundo o tribunal, ao não definir esse indicador, o governo afrontaria a Constituição Federal e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Vacinação contra Covid A LDO não estabelece um valor a ser destinado para a vacinação com a Covid-19 em 2021. O texto cita como despesas ressalvadas, que não serão contingenciadas, gastos com "ações vinculadas à produção e disponibilização de vacinas contra o coronavírus (Covid-19) e a imunização da população brasileira". A liberação dos valores deve ser feita por medida provisória. Miriam Leitão sobre salário mínimo de R$ 1.100: 'Não é o suficiente' Salário mínimo Nesta quinta-feira (31), o governo publicou uma medida provisória que definiu o salário mínimo de R$ 1.100 em 2021. O salário mínimo atual é de R$ 1.045. O valor não representa alta real. Segundo informou o Ministério da Economia, o salário foi reajustado levando em consideração a previsão para o índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2020 de 5,22%. O INPC é o índice de inflação que serve de base para a correção anual do salário mínimo.

Fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/12/31/governo-anuncia-sancao-da-lei-de-diretrizes-orcamentarias-de-2021-veja-detalhes.ghtml

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