'Rota 66 - A História da Polícia que Mata': Profissão Repórter revisita casos após 30 anos; assista à íntegra

O livro de Caco Barcellos, lançado em 1992 após uma investigação jornalística de sete anos, acaba de virar série no Globoplay. Junto com cinco repórteres da nossa equipe, ele reencontrou as vítimas mostradas na obra. Edição de 18/10/2022 - 'Rota 66 - a História da Polícia Que Mata': 30 anos depois Uma investigação jornalística de sete anos, conduzida por Caco Barcellos, resultou no livro "Rota 66 - A História da Polícia que Mata". A obra, fruto da análise de dezenas de caixas de documentos vindos de cinco fontes diferentes, revelou o perfil de 4.179 mortos pela Polícia Militar de São Paulo, de 1970 a 1992; 65% deles nunca tinham tido envolvimento com o crime. Para marcar os 30 anos do livro, que acaba de virar série no Globoplay, o Profissão Repórter revisitou os casos e reencontrou os órfãos e outros familiares das vítimas da violência policial. O repórter cinematográfico Eduardo de Paula e mais cinco repórteres acompanharam Caco na missão. Caco e Chico Bahia Profissão Repórter O repórter Chico Bahia acompanhou Caco nas gravações do caso Rota 66, que dá nome ao livro e teve grande repercussão na época. Três jovens de famílias ricas de São Paulo foram flagrados roubando o toca-fitas de um carro e perseguidos pelos homens da Rota pelas ruas do Jardins, um dos bairros mais nobres da cidade. Os jovens foram executados depois de bater o fusca em que estavam em um poste e os policiais mexeram na cena do crime, deixando um revólver ao lado dos corpos para alegar que os amigos atiraram contra os agentes. Já com a repórter Nathália Tavolieri, Caco conversou com uma amiga e com a filha de Fernando Ramos da Silva, protagonista do filme "Pixote - A Lei do Mais Fraco", executado aos 19 anos. Jaqueline Ramos da Silva contou como foi crescer sem o pai e Laudicéia Caitana Martins, que tentou salvar a vida do amigo, nem sabia que a história dela estava contada no livro. Nathalia Tavolieri e Caco Profissão Repórter Danielle Zampollo encontrou com Joice Fritsch após ela fazer um comentário sobre o lançamento da série em uma rede social: "Ansiosa para ver. A história do meu pai está no livro". Joice era muito pequena quando o pai foi executado na rua e chamado de bandido em um programa de rádio, e a mãe dela faleceu logo em seguida. Se não fossem as informações levantadas por Caco, ela jamais saberia as circunstâncias e os detalhes da morte do pai. Danielle Zampollo e Caco Barcellos Profissão Repórter Com Thiago Jock, Caco encontrou um caso raro: o de José da Costa Lázaro, que sobreviveu a uma execução da polícia. Trinta anos depois do crime, ele mostrou as marcas no corpo dos oito tiros que levou e contou como conseguiu enganar os policiais para chegar com vida ao hospital. Caco Barcellos e Thiago Jock Profissão Repórter A outra história, contada com Guilherme Belarmino, é da polonesa Bárbara Likfen, que está com 86 anos e aceitou relembrar o que lhe causa um grande sofrimento: a execução de seu único filho, Teodoro Hoffmann, aos 17 anos. Ele estava com o amigo Dirley Rodrigues quando foi abordado e os policiais encontraram um pouco de maconha com os jovens. O que se seguiu foi mais uma história de crueldade. Assista ao programa completo acima. Caco Barcellos e Guilherme Belarmino Profissão Repórter
Fonte: https://g1.globo.com/profissao-reporter/noticia/2022/10/19/rota-66-a-historia-da-policia-que-mata-profissao-reporter-revisita-casos-apos-30-anos-assista-a-integra.ghtml
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