Pular para o conteúdo principal

Yunupingu, líder indígena australiano 'tesouro nacional', morre aos 74 anos


Ele ficou mais conhecido como um ativista dos direitos à terra, que esteve envolvido no reconhecimento de documentos tradicionais de propriedade pela primeira vez pelo parlamento da Austrália. Yunupingu, líder indígena australiano, ao lado do primeiro-ministro australiano Anthony Albanese em 29 de julho de 2022 na Austrália. Melanie Faith Dove/Yothu Yindi Foundation/Handout via Reuters Yunupingu, um dos líderes indígenas mais influentes da Austrália, morreu aos 74 anos, disse sua família na segunda-feira (3), meses antes de um referendo sobre o reconhecimento da comunidade pela primeira vez na constituição do país. As informações são da agência de notícias Reuters. Yunupingu era mais conhecido como um ativista dos direitos à terra, que esteve envolvido no reconhecimento de documentos tradicionais de propriedade pela primeira vez pelo parlamento da Austrália. O primeiro-ministro Anthony Albanese chamou Yunupingu de "tesouro nacional" que trabalhou para unir os líderes da Austrália com sua comunidade indígena. "Yunupingu andou em dois mundos com autoridade, poder e graça, e trabalhou para torná-los inteiros - juntos", disse ele em um comunicado. Yunupingu em 2019, na Austrália Peter Eve/Yothu Yindi Foundation/Handout via Reuters "O que ele pôde ver não foi a reinvenção da Austrália, mas a realização de uma ainda maior." A comunidade indígena da Austrália, conhecida como povos aborígines e ilhéus de Torres Straight, habita o continente há dezenas de milhares de anos, mas enfrenta perseguição e discriminação desde a colonização pelos britânicos em 1788. Nascido em 1948 nos remotos Territórios do Norte da Austrália, Yunupingu também trabalhou com sucessivos primeiros-ministros para redigir leis sobre direitos indígenas. "Nosso pai foi impulsionado por uma visão para o futuro desta nação, o lugar de seu povo na nação e o lugar de direito para os aborígines em todos os lugares", disse sua filha, Binmila Yunupingu, em um comunicado. Na semana passada, o governo australiano deu o primeiro passo formal para realizar um referendo para reconhecer os povos indígenas na constituição e criar uma "Voz ao Parlamento" indígena para aconselhar os legisladores sobre questões que afetam suas vidas. Albanese apostou sua reputação em um referendo sobre o assunto a ser realizado entre outubro e dezembro, com a expectativa de que a votação seja disputada de perto. O líder da oposição, Peter Dutton, cujo partido Liberal ainda não esclareceu sua posição sobre o referendo, chamou Yunupingu de "um de nossos maiores australianos".

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/04/03/yunupingu-lider-indigena-australiano-tesouro-nacional-morre-aos-74-anos.ghtml

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A história por trás de 'Waka Waka', o maior hit das Copas: Shakira 'copiou' música camaronesa

Banda dona de refrão idêntico gravado em 1986 teve que ameaçar processar para que integrantes virassem coautores. Clipe da colombiana tem mais de 3 bilhões de views no YouTube. Relembre as trilhas mais recentes das Copas do Mundo '"Waka Waka (This Time for Africa)" foi a principal música da Copa da África do Sul, em 2010, quando o campeonato foi disputado no continente africano pela primeira vez. A história por trás do maior hit de todas as Copas (veja clipes no vídeo acima) envolve um refrão "copiado" e certa demora para dar créditos aos coautores. Além de Shakira, "Waka Waka" tem a banda sul-africana Freshlyground, sequer citada no título da música no YouTube. Outra contribuição africana "escondida" tem a ver com o refrão. Ele foi pego de uma música chamada "Zangalewa", lançada em 1986 pela banda camaronesa Golden Sounds. Em 2010, "Waka Waka" foi lançada com dois autores creditados: Shakira e John Hill, produtor que já ...

'Rota 66 - A História da Polícia que Mata': Profissão Repórter revisita casos após 30 anos; assista à íntegra

O livro de Caco Barcellos, lançado em 1992 após uma investigação jornalística de sete anos, acaba de virar série no Globoplay. Junto com cinco repórteres da nossa equipe, ele reencontrou as vítimas mostradas na obra. Edição de 18/10/2022 - 'Rota 66 - a História da Polícia Que Mata': 30 anos depois Uma investigação jornalística de sete anos, conduzida por Caco Barcellos, resultou no livro "Rota 66 - A História da Polícia que Mata". A obra, fruto da análise de dezenas de caixas de documentos vindos de cinco fontes diferentes, revelou o perfil de 4.179 mortos pela Polícia Militar de São Paulo, de 1970 a 1992; 65% deles nunca tinham tido envolvimento com o crime. Para marcar os 30 anos do livro, que acaba de virar série no Globoplay, o Profissão Repórter revisitou os casos e reencontrou os órfãos e outros familiares das vítimas da violência policial. O repórter cinematográfico Eduardo de Paula e mais cinco repórteres acompanharam Caco na missão. Caco e Chico Bahia Profis...

Ameca, o robô humanoide que impressiona por semelhança com humanos; vídeo

Imagem do robô "acordando para a vida" revelada esta semana viralizou e chama a atenção pelo realismo das expressões. Modelo servirá como base de teste para inteligência artificial e terá conexão em nuvem. Ameca: veja o robô realista que parece humano Seu nome é Ameca. Ele é o novo robô da empresa britânica Engineered Arts, especializada em máquinas humanoides. Sua extrema semelhança com seres humanos acabou chamando atenção de internautas nas redes sociais. A imagem do robô "acordando para a vida" revelada esta semana viralizou deixando muita gente impressionada, e outros "assustados". Seu lançamento oficial será na próxima Consumer Electronics Show (CES) 2022, mas alguns detalhes do modelo já foram divulgados pela fabricante. Em seu anúncio, a empresa afirmou que "Ameca é o robô em forma humana mais avançado do mundo". Seus criadores dizem que ele pode servir de plataforma para o desenvolvimento de futuras tecnologias robóticas. SAIBA MAIS Xen...