Pular para o conteúdo principal

Instrutor usava moldes de silicone para fraudar digitais em aula de direção em Manaus


Conforme o Detran-AM, os moldes de silicone continham a impressão digital de um aluno que deveria estar realizando aulas práticas de direção para obtenção da CNH. Carro de uma autoescola havia dois dedos de silicone com a digital de um aluno, em Manaus. Isaque Ramos/Detran-AM Um instrutor de uma autoescola foi flagrado, na manhã desta quarta-feira (30), por fiscais do Detran Amazonas, com dois dedos de silicone dentro do veículo utilizado para as aulas práticas de direção, no Complexo de Exame de Direção Veicular (CEDV), na Colônia Terra Nova, zona Norte de Manaus. Conforme o Detran-AM, os moldes de silicone continham a impressão digital de um aluno que deveria estar realizando aulas práticas, mas o veículo estava estacionado. Além desse caso, a fiscalização do órgão ainda flagrou outros quatro veículos com aula aberta, mas que estavam estacionados sem aluno. “Vimos os veículos parados, mas todos com aulas abertas, ou seja, os alunos deveriam estar em treinamento. Em um dos carros, encontramos dois moldes de silicone com a impressão digital de um aluno”, explicou David Fernandes, diretor técnico do Detran-AM. De acordo com Fernandes, rotineiramente são feitas fiscalizações na área de treinamento, porém sem nunca haver flagrado tal prática. Com o aumento das denúncias dessa situação, foi montada uma vistoria surpresa, que conseguiu descobrir a ilegalidade. O instrutor flagrado, com os moldes de silicone dentro do carro, foi conduzido ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na Cidade Nova, zona Norte. Ele foi autuado pelo crime de “Inserção de dados falso em sistemas de informações”, previsto no artigo 313-A do Código Penal, cuja pena pode ser de 2 a 12 anos de prisão. “Esse instrutor vai ser suspenso e será aberto um processo administrativo, tanto para apurar a conduta dele, quanto se houve conivência da autoescola. Os instrutores dos outros quatro carros flagrados com aula aberta, e seus respectivos CFC’s (autoescola), também irão responder processo administrativo que, ao final, após apresentação de ampla defesa, poderão até perder o credenciamento para atuar na área”, explicou o diretor técnico do Detran Amazonas. Quanto aos alunos que contrataram o esquema fraudulento, todos terão a aula desta quarta-feira cancelada e também responderão a processo administrativo. “Eles podem seguir realizando as aulas práticas normalmente, mas, ao final do processo, se constatado o dolo, terão o processo de habilitação cancelado”, alertou Fernandes. O processo para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) requer 20 horas de aulas práticas em veículo de autoescola. Com o sistema de biometria implantado pelo Detran-AM, elas são abertas no sistema por meio da impressão digital do aluno e do instrutor. “Como sabemos que deve haver mais situações semelhantes, porque a digital é usada para abrir e fechar a aula, vamos intensificar a fiscalização”, reforçou o diretor. Vídeos mais assistidos do Amazonas

Fonte: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2022/11/30/instrutor-usava-moldes-de-silicone-para-fraudar-digitais-em-aula-de-direcao-em-manaus.ghtml

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A história por trás de 'Waka Waka', o maior hit das Copas: Shakira 'copiou' música camaronesa

Banda dona de refrão idêntico gravado em 1986 teve que ameaçar processar para que integrantes virassem coautores. Clipe da colombiana tem mais de 3 bilhões de views no YouTube. Relembre as trilhas mais recentes das Copas do Mundo '"Waka Waka (This Time for Africa)" foi a principal música da Copa da África do Sul, em 2010, quando o campeonato foi disputado no continente africano pela primeira vez. A história por trás do maior hit de todas as Copas (veja clipes no vídeo acima) envolve um refrão "copiado" e certa demora para dar créditos aos coautores. Além de Shakira, "Waka Waka" tem a banda sul-africana Freshlyground, sequer citada no título da música no YouTube. Outra contribuição africana "escondida" tem a ver com o refrão. Ele foi pego de uma música chamada "Zangalewa", lançada em 1986 pela banda camaronesa Golden Sounds. Em 2010, "Waka Waka" foi lançada com dois autores creditados: Shakira e John Hill, produtor que já ...

Ameca, o robô humanoide que impressiona por semelhança com humanos; vídeo

Imagem do robô "acordando para a vida" revelada esta semana viralizou e chama a atenção pelo realismo das expressões. Modelo servirá como base de teste para inteligência artificial e terá conexão em nuvem. Ameca: veja o robô realista que parece humano Seu nome é Ameca. Ele é o novo robô da empresa britânica Engineered Arts, especializada em máquinas humanoides. Sua extrema semelhança com seres humanos acabou chamando atenção de internautas nas redes sociais. A imagem do robô "acordando para a vida" revelada esta semana viralizou deixando muita gente impressionada, e outros "assustados". Seu lançamento oficial será na próxima Consumer Electronics Show (CES) 2022, mas alguns detalhes do modelo já foram divulgados pela fabricante. Em seu anúncio, a empresa afirmou que "Ameca é o robô em forma humana mais avançado do mundo". Seus criadores dizem que ele pode servir de plataforma para o desenvolvimento de futuras tecnologias robóticas. SAIBA MAIS Xen...

'Rota 66 - A História da Polícia que Mata': Profissão Repórter revisita casos após 30 anos; assista à íntegra

O livro de Caco Barcellos, lançado em 1992 após uma investigação jornalística de sete anos, acaba de virar série no Globoplay. Junto com cinco repórteres da nossa equipe, ele reencontrou as vítimas mostradas na obra. Edição de 18/10/2022 - 'Rota 66 - a História da Polícia Que Mata': 30 anos depois Uma investigação jornalística de sete anos, conduzida por Caco Barcellos, resultou no livro "Rota 66 - A História da Polícia que Mata". A obra, fruto da análise de dezenas de caixas de documentos vindos de cinco fontes diferentes, revelou o perfil de 4.179 mortos pela Polícia Militar de São Paulo, de 1970 a 1992; 65% deles nunca tinham tido envolvimento com o crime. Para marcar os 30 anos do livro, que acaba de virar série no Globoplay, o Profissão Repórter revisitou os casos e reencontrou os órfãos e outros familiares das vítimas da violência policial. O repórter cinematográfico Eduardo de Paula e mais cinco repórteres acompanharam Caco na missão. Caco e Chico Bahia Profis...