Pular para o conteúdo principal

De desistência a cancelamentos: como a alta dos combustíveis está afetando motoristas de aplicativos


O número de motoristas de aplicativos caiu de 1 milhão e 300 mil pra 1 milhão e 100 mil em todo o país, e houve queda de 15% no volume de carros alugados por quem dirige pelas plataformas. De desistência a cancelamentos: como alta dos combustíveis está afetando motoristas de app É uma tradição o noivo esperar a noiva, mas a Nathalia, que está grávida, demorou mais do que o normal. Todo mundo ficou naquela preocupação, tipo “será que é atraso normal? Que é programado? Ou será que, de fato, ela está bem?”. E a Nathalia chegou ao próprio casamento de um jeito diferente. Vocês já viram uma noiva dirigindo? Indo para o seu próprio casamento? “Tive que tomar a decisão de pegar o meu carro, que estava lá e era o único que tinha, porque as outras já tinham ido. Aí eu falei ‘Meninas, não temos outra escolha’”, disse a noiva. A cena incomum ocorreu em Brasília, há duas semanas. A Nathalia se arrumou na casa de uma madrinha, no bairro do Jardim Botânico, a 24 quilômetros de distância do lugar da cerimônia. “Minha maquiagem terminou com 40 minutos de atraso. Enquanto isso, as meninas que estavam comigo foram pedindo os transportes por aplicativo”, contou Nathalia. . Entenda por que cancelamento de corridas por aplicativo aumenta no DF Mas os carros não chegaram, apesar de elas terem pedido mais de 20 vezes. E na maior cidade do país, no trânsito frenético de São Paulo, muita gente também tem dificuldade para conseguir um carro por aplicativo no dia a dia. . Preço dos combustíveis aperta lucro de motoristas de app e motoboys – que escolhem corridas e pensam em largar a profissão De desistência a cancelamentos: como a alta dos combustíveis está afetando motoristas de aplicativos Reprodução Assim, o Fantástico resolveu fazer um teste: pedir um carro para uma viagem curta, da redação até a Vila Olímpia. São quatro quilômetros, num trajeto de, mais ou menos, 15 minutos. Um motorista cancelou, mas um outro chegou. Repórter: Opa, Luis. Tudo bem, cara? A gente tinha um motorista, e ele cancelou. Mas ele estava a dez minutos de distância. Só nossa viagem são 15. Está dando quanto no aplicativo? 14. Não vale a pena, né? Luis: Não... A gente está gastando mais para buscar o passageiro do que o destino dele mesmo. E às vezes não compensa, ainda mais agora com o valor da gasolina, né? O litro da gasolina já está sendo vendido a mais de R$ 7 em postos de 14 estados e do Distrito Federal. Em São Paulo, o combustível pode custar até R$ 6,99 o litro. Em todo o país, o etanol já custa, em média, mais de R$ 5. . 'Se aumentar mais, profissão acaba': alta dos combustíveis já levou 25% dos motoristas de apps a desistir . Com alta na gasolina, motoristas de aplicativos devolveram 30 mil veículos às locadoras, diz Abla “Está ficando muito complicado até de trabalhar. E, infelizmente, a única coisa que a gente tem que fazer para não prejudicar mais o passageiro ou atrasá-lo é cancelar a corrida antes de chegar nele”, diz o motorista Luis. Repórter: É mais honesto você cancelar logo? Luis: Com certeza. De 2019 para cá, o número de motoristas de aplicativos caiu de 1 milhão e 300 mil pra 1 milhão e 100 mil em todo o país. Nos últimos quatro meses, houve uma queda de 15% na quantidade de carros alugados por quem dirige nessas plataformas. Em nota, a Uber informou que os usuários estão tendo que esperar mais tempo por uma viagem porque há momentos em que há mais solicitações do que motoristas disponíveis. E que, por isso, podem ocorrer com mais frequência cancelamentos, tanto por parte dos passageiros quanto dos motoristas. Também por nota, a 99 disse que apresenta as informações da corrida antecipadamente ao motorista e permite a ele aceitar ou rejeitar a viagem. Segundo a empresa, isso reflete em um baixo índice de cancelamento. Ouça os outros podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no G1, Globoplay, Deezer, Spotify, Google Podcasts, Apple Podcasts e Amazon Music trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no G1, no Globoplay, no Deezer, no Spotify, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Amazon Music ou no seu aplicativo favorito. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida. Toda segunda-feira tem episódio novo. O podcast 'Bichos Na Escuta' está disponível no G1, no Globoplay, no Deezer, no Spotify, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Amazon Music ou no seu aplicativo favorito. Siga, assine e curta o 'Bichos na Escuta' na sua plataforma preferida. Toda quinta-feira tem episódio novo.

Fonte: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2021/10/31/de-desistencia-a-cancelamentos-como-a-alta-dos-combustiveis-esta-afetando-motoristas-de-aplicativos.ghtml

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A história por trás de 'Waka Waka', o maior hit das Copas: Shakira 'copiou' música camaronesa

Banda dona de refrão idêntico gravado em 1986 teve que ameaçar processar para que integrantes virassem coautores. Clipe da colombiana tem mais de 3 bilhões de views no YouTube. Relembre as trilhas mais recentes das Copas do Mundo '"Waka Waka (This Time for Africa)" foi a principal música da Copa da África do Sul, em 2010, quando o campeonato foi disputado no continente africano pela primeira vez. A história por trás do maior hit de todas as Copas (veja clipes no vídeo acima) envolve um refrão "copiado" e certa demora para dar créditos aos coautores. Além de Shakira, "Waka Waka" tem a banda sul-africana Freshlyground, sequer citada no título da música no YouTube. Outra contribuição africana "escondida" tem a ver com o refrão. Ele foi pego de uma música chamada "Zangalewa", lançada em 1986 pela banda camaronesa Golden Sounds. Em 2010, "Waka Waka" foi lançada com dois autores creditados: Shakira e John Hill, produtor que já ...

Ameca, o robô humanoide que impressiona por semelhança com humanos; vídeo

Imagem do robô "acordando para a vida" revelada esta semana viralizou e chama a atenção pelo realismo das expressões. Modelo servirá como base de teste para inteligência artificial e terá conexão em nuvem. Ameca: veja o robô realista que parece humano Seu nome é Ameca. Ele é o novo robô da empresa britânica Engineered Arts, especializada em máquinas humanoides. Sua extrema semelhança com seres humanos acabou chamando atenção de internautas nas redes sociais. A imagem do robô "acordando para a vida" revelada esta semana viralizou deixando muita gente impressionada, e outros "assustados". Seu lançamento oficial será na próxima Consumer Electronics Show (CES) 2022, mas alguns detalhes do modelo já foram divulgados pela fabricante. Em seu anúncio, a empresa afirmou que "Ameca é o robô em forma humana mais avançado do mundo". Seus criadores dizem que ele pode servir de plataforma para o desenvolvimento de futuras tecnologias robóticas. SAIBA MAIS Xen...

'Rota 66 - A História da Polícia que Mata': Profissão Repórter revisita casos após 30 anos; assista à íntegra

O livro de Caco Barcellos, lançado em 1992 após uma investigação jornalística de sete anos, acaba de virar série no Globoplay. Junto com cinco repórteres da nossa equipe, ele reencontrou as vítimas mostradas na obra. Edição de 18/10/2022 - 'Rota 66 - a História da Polícia Que Mata': 30 anos depois Uma investigação jornalística de sete anos, conduzida por Caco Barcellos, resultou no livro "Rota 66 - A História da Polícia que Mata". A obra, fruto da análise de dezenas de caixas de documentos vindos de cinco fontes diferentes, revelou o perfil de 4.179 mortos pela Polícia Militar de São Paulo, de 1970 a 1992; 65% deles nunca tinham tido envolvimento com o crime. Para marcar os 30 anos do livro, que acaba de virar série no Globoplay, o Profissão Repórter revisitou os casos e reencontrou os órfãos e outros familiares das vítimas da violência policial. O repórter cinematográfico Eduardo de Paula e mais cinco repórteres acompanharam Caco na missão. Caco e Chico Bahia Profis...