Pular para o conteúdo principal

Polícia de Hong Kong investiga vaia ao hino chinês durante Jogos de Tóquio


Apesar de Hong Kong competir separadamente, é o hino da China que toca quando há medalhas para atletas do território. Homem comemora com bandeira de Hong Kong a medalha de prata da nadadora Siobhan Haughey ao lado de manifestantes pró-China em um shopping de Hong Kong nesta sexta (30) Tyrone Siu/Reuters A polícia de Hong Kong informou nesta sexta-feira (30) que está investigando as vaias e os cantos para abafar o hino nacional da China durante a transmissão dos Jogos Olímpicos de Tóquio em um centro comercial na segunda. Os torcedores estavam reunidos em um shopping para assistir à conquista de uma medalha de ouro para Hong Kong na esgrima, por Edgar Cheung. Na cerimônia da medalha, alguns torcedores vaiaram o hino nacional chinês — que tocou após a entrega do ouro — e gritaram "Somos Hong Kong", o que foi transmitido pela televisão. LEIA TAMBÉM Tudo sobre as Olimpíadas de Tóquio no ge Veja como guerras, boicotes e apartheid afetaram os Jogos Olímpicos Subprocurador do Texas xinga Simone Biles e leva bronca do chefe Shopping de Hong Kong lotado nesta sexta-feira (30) durante transmissão da natação nos Jogos Olímpicos de Tóquio Tyrone Siu/Reuters "Somos Hong Kong" é uma canção comumente cantada pelos torcedores de futebol de Hong Kong, em cantonês — idioma majoritário no território e em outras partes do sul da China. Em Pequim, sede do poder chinês, fala-se o mandarim. As autoridades pró-Pequim de Hong Kong promulgaram novas leis no ano passado proibindo qualquer insulto ao hino nacional e à bandeira chinesa (Relembre no VÍDEO abaixo). Nesta semana, o judiciário local condenou pela 1ª vez uma pessoa com base nessa lei. China aprova lei que amplia o poder central de Pequim sobre Hong Kong Com uma semana de Olimpíadas, Hong Kong tem o melhor desempenho em Jogos Olímpicos com a conquista da medalha de ouro na esgrima por Edgar Cheung e as duas pratas na natação, com Siobhan Haughey. Mas o sucesso esportivo coincide com tempos difíceis para a ex-colônia britânica que foi reintegrada à China em 1997. A potência asiática colocou em prática uma violenta repressão aos dissidentes políticos em resposta às gigantescas e muitas vezes violentas manifestações pró-democracia de dois anos atrás. Hong Kong, China e Taipé Chinesa Manifestantes pró-Pequim exibem bandeiras chinesas e de Hong Kong durante uma manifestação perto da sede do governo em Hong Kong nesta terça-feira (30) Anthony Wallace / AFP Desde os Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, Hong Kong compete com o nome "Hong Kong, China". O motivo é a transferência do controle sobre o território semiautônomo, anteriormente britânico, para Pequim, efetivada três anos antes das Olimpíadas na Austrália. Além de Hong Kong, competem nos Jogos Olímpicos os atletas de Taiwan sob o nome "Taipé Chinesa" — em referência à capital da ilha. A razão para isso é que o governo taiwanês se reconhece como representante legítimo de toda a China, tanto que o nome oficial é "República da China". Mas Pequim veta essa nomenclatura. A saída encontrada na década de 1980, portanto, foi a adoção do nome "Taipé Chinesa". Initial plugin text

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/07/30/policia-de-hong-kong-investiga-vaia-ao-hino-chines-durante-jogos-de-toquio.ghtml

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A história por trás de 'Waka Waka', o maior hit das Copas: Shakira 'copiou' música camaronesa

Banda dona de refrão idêntico gravado em 1986 teve que ameaçar processar para que integrantes virassem coautores. Clipe da colombiana tem mais de 3 bilhões de views no YouTube. Relembre as trilhas mais recentes das Copas do Mundo '"Waka Waka (This Time for Africa)" foi a principal música da Copa da África do Sul, em 2010, quando o campeonato foi disputado no continente africano pela primeira vez. A história por trás do maior hit de todas as Copas (veja clipes no vídeo acima) envolve um refrão "copiado" e certa demora para dar créditos aos coautores. Além de Shakira, "Waka Waka" tem a banda sul-africana Freshlyground, sequer citada no título da música no YouTube. Outra contribuição africana "escondida" tem a ver com o refrão. Ele foi pego de uma música chamada "Zangalewa", lançada em 1986 pela banda camaronesa Golden Sounds. Em 2010, "Waka Waka" foi lançada com dois autores creditados: Shakira e John Hill, produtor que já ...

Ameca, o robô humanoide que impressiona por semelhança com humanos; vídeo

Imagem do robô "acordando para a vida" revelada esta semana viralizou e chama a atenção pelo realismo das expressões. Modelo servirá como base de teste para inteligência artificial e terá conexão em nuvem. Ameca: veja o robô realista que parece humano Seu nome é Ameca. Ele é o novo robô da empresa britânica Engineered Arts, especializada em máquinas humanoides. Sua extrema semelhança com seres humanos acabou chamando atenção de internautas nas redes sociais. A imagem do robô "acordando para a vida" revelada esta semana viralizou deixando muita gente impressionada, e outros "assustados". Seu lançamento oficial será na próxima Consumer Electronics Show (CES) 2022, mas alguns detalhes do modelo já foram divulgados pela fabricante. Em seu anúncio, a empresa afirmou que "Ameca é o robô em forma humana mais avançado do mundo". Seus criadores dizem que ele pode servir de plataforma para o desenvolvimento de futuras tecnologias robóticas. SAIBA MAIS Xen...

'Rota 66 - A História da Polícia que Mata': Profissão Repórter revisita casos após 30 anos; assista à íntegra

O livro de Caco Barcellos, lançado em 1992 após uma investigação jornalística de sete anos, acaba de virar série no Globoplay. Junto com cinco repórteres da nossa equipe, ele reencontrou as vítimas mostradas na obra. Edição de 18/10/2022 - 'Rota 66 - a História da Polícia Que Mata': 30 anos depois Uma investigação jornalística de sete anos, conduzida por Caco Barcellos, resultou no livro "Rota 66 - A História da Polícia que Mata". A obra, fruto da análise de dezenas de caixas de documentos vindos de cinco fontes diferentes, revelou o perfil de 4.179 mortos pela Polícia Militar de São Paulo, de 1970 a 1992; 65% deles nunca tinham tido envolvimento com o crime. Para marcar os 30 anos do livro, que acaba de virar série no Globoplay, o Profissão Repórter revisitou os casos e reencontrou os órfãos e outros familiares das vítimas da violência policial. O repórter cinematográfico Eduardo de Paula e mais cinco repórteres acompanharam Caco na missão. Caco e Chico Bahia Profis...