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TRE cassa mandato de deputado do AP por compra de votos durante campanha eleitoral


Julgamento tem como base a apreensão, pela Polícia Militar do Amapá e Ministério Público Eleitoral, de material de campanha. Defesa do deputado estadual Max da AABB nega compra de votos. Deputado estadual Max da AABB Reprodução/Internet O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) cassou o mandato do deputado estadual Max da AABB (Solidariedade) por compra de votos em Macapá e Santana durante eleições de 2018. Decisão foi tomada com a maioria do votos em sessão virtual realizada nesta terça-feira (29). A defesa do deputado negou o envolvimento com compra de votos e informou que vai recorrer da decisão. A ação com pedido de cassação do deputado estadual foi protocolada em 2018 pelo Ministério Público Eleitoral. No texto do documento, consta que Max da AABB comprou votos e prometeu em troca o repasse de dinheiro, remédios e materiais de construção. Segundo o MP, o esquema foi descoberto um dia antes da eleição, durante uma blitz de fiscalização. O órgão detalhou ainda, que em parceria com a Polícia Militar (PM), encontrou material de campanha, listas de eleitores e números de títulos, além de anotações com valores e produtos que deveriam ser entregues. O G1 conversou com o advogado do deputado estadual, Marlos Gonçalves, que negou a prática de compra de votos e alegou falhas no procedimento adotado durante a investigação do MP. "O procedimento tem algumas falhas no início e na sua conclusão, inclusive a principal testemunha que deveria ser ouvida não foi ouvida no processo. A forma como foi adotado o procedimento não caracteriza a compra de votos como levantado", afirmou. Ao ser questionado sobre o dia em que houve a blitz descrita pelo MP, Gonçalves enfatizou que as anotações de ambas as pessoas citadas como cabos eleitorais não tinham ligação com o deputado estadual Max da AABB. "Haviam algumas anotações pessoais que é a principal testemunha do MP, que seriam anotações de cunho pessoal e estavam na agenda dele com conteúdo eleitoral. A moça que estava com ele no carro tinha algumas anotações porque ela trabalhava com outro candidato que não foi eleito, e não faz parte da nossa equipe, então a gente nega a compra de votos", disse o advogado. A defesa informou que irá recorrer da decisão após a publicação do acórdão e em seguida, entrará com recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido liminar de manutenção do deputado estadual no exercício do cargo. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá ASSISTA abaixo o que foi destaque no AP:

Fonte: https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2021/06/29/tre-cassa-mandato-de-deputado-do-ap-por-compra-de-votos-durante-campanha-eleitoral.ghtml

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