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Comerciante de MG acusado de abuso sexual teve audiência cancelada devido à pandemia

Cleidson Fernandes virou réu em 2019, mas a primeira audiência, marcada para novembro, não aconteceu. Enquanto providências oficiais se arrastavam, o acusado continuava solto e relatos de outros ataques atribuídos a ele iam se multiplicando. Comerciante acusado de abuso sexual já responde a processo de estupro O comerciante acusado de abuso sexual por dezenas de mulheres já responde a um processo por estupro. “Ele me pediu para experimentar um vestido. Na verdade, ele me impôs. Eu fiquei sem ter como negar. E aí, muito rápido, ele entrou dentro do provador e me pegou pelo braço e pelo cabelo e me fez ficar de joelho. E ali ele queria que eu fizesse sexo oral nele. Eu consegui esquivar o braço dele e ir embora”, conta uma vítima. A jovem afirma que o ataque aconteceu há dois anos, quando ela tinha 18 anos, em uma entrevista de emprego. Ela denunciou Cleidson Fernandes, que virou réu em 2019 por estupro. A primeira audiência estava marcada para novembro, mas foi cancelada por causa da pandemia. Cleidson responde ao processo em liberdade. Nos últimos dias, as denúncias contra ele se multiplicaram nas redes. Já são mais de 50 relatos de mulheres que dizem ter sido vítimas de abuso e estupro pelo comerciante. Oficialmente a polícia investiga queixas de pelo menos sete vítimas que apontam a loja do comerciante, em shopping popular como local da maioria dos crimes. A loja está fechada desde que as denúncias surgiram. A administração do shopping disse que um parente de Cleidson entrou em contato informando que irá encerrar as atividades nos próximos dias. Nesta quarta (30), a advogada do comerciante deixou o caso alegando razões particulares. O Jornal Nacional não conseguiu falar com o empresário. Vizinhos confirmaram que Cleidson mora em uma casa na região nordeste de BH. Na tarde desta quinta-feira (31), tinha gente no local, mas ninguém atendeu. A primeira denúncia contra o comerciante é de 2017. Uma jovem diz que foi assediada em uma entrevista de emprego. A Justiça arquivou o caso por falta de provas, mas outras mulherex continuam lutando para que ninguém mais tenha que passar por isso no futuro. “Quando eu resolvi falar, eu fui questionada se realmente foi verdade, eu fui questionada se a culpa não tinha sido minha. Nós que temos que criar provas para dizer que realmente aconteceu aquilo conosco”, lamenta uma vítima.

Fonte: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/12/31/comerciante-de-mg-acusado-de-abuso-sexual-teve-audiencia-cancelada-devido-a-pandemia.ghtml

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