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Reféns da violência: vítimas de disputa de bandidos no Rio relembram momentos de tensão

Imagens exclusivas do Fantástico mostram momento em que uma delas deixa seu apartamento após ser feita refém por traficante junto com a família. Reféns da violência: vítimas de disputa de bandidos no Rio relembram momentos de tensão Foram mais de cinco horas com reféns na mira de criminosos e 72 horas de tensão em um conjunto de favelas do Rio de Janeiro. Uma disputa entre traficantes espalhou terror no Rio de Janeiro esta semana e deixou os cariocas reféns da violência. Nesta quarta-feira (26), às 14h, em um dos cartões-postais do Rio, a Lagoa Rodrigo de Freitas, uma perseguição policial com troca de tiros iniciou um dia de muita violência na cidade e levou até o epicentro da tensão, o Complexo do São Carlos. No início da noite, um novo tiroteio, mas desta vez entre traficantes, fez a primeira vítima: uma mãe que foi atingida por dois disparos para proteger o filho. De madrugada, a tensão chegou ao ápice e os bandidos fugiram do morro e espalharam o terror pelas ruas do entorno. Um deles, Renan Fortunato, invadiu um prédio para escapar da polícia, baleou o porteiro e fez as moradoras da cobertura reféns. Ao Fantástico, eles falaram sobre os momentos de tensão. O porteiro Sebastião Braga, que foi atingido no tórax, continua internado: "Eu não desejo isso para ninguém, o que eu passei". A designer de interiores Amanda Coelho, moradora da cobertura, relembra o período em que ficou sob o domínio do bandido e fala sobre a negociação do Bope, que conseguiu com que ele se entregasse sem fazer nada com ela, a mãe e a filha de cinco anos. Imagens exclusivas do Fantástico mostram o momento em que ela deixa o apartamento e passa pelos policiais, além de Renan, já preso, sendo carregado pelos PMs. "A gente se abraçou, chorou", conta ela. No mesmo dia, outra mulher foi vítima de quatro bandidos e virou refém em sua casa. Um deles chegou a gravar um vídeo mostrando o desespero dela. A manicure Maria Luiza Bernardo diz que eles faziam ameaças e chegou a pensar em fugir. "O tempo inteiro eu vejo eles dentro de casa. Eu olho ali para o banheiro, vejo ele na porta. Vou lá para o quarto, vejo eles deitados lá no chão, com aquele monte de armas, entendeu?! (...) A sensação é muito ruim, é muito cruel, é muito dura".

Fonte: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2020/08/30/refens-da-violencia-vitimas-de-disputa-de-bandidos-no-rio-relembram-momentos-de-tensao.ghtml

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