Pular para o conteúdo principal

Exército envia explicações ao MPF sobre revogação de portarias sobre armas e munições

O Ministério da Defesa informou que o Comando Logístico do Exército revogou as portarias para aperfeiçoar a redação dos textos. Exército envia explicações ao MPF sobre revogação de portarias sobre armas e munições A primeira portaria que provocou as críticas do presidente Jair Bolsonaro foi publicada no dia 18 de março. Sete dias depois, o general Eugênio Pacelli Vieira Mota foi exonerado, por Bolsonaro, do cargo de diretor de fiscalização de produtos controlados do Exército. No decreto, o governo atribuiu a exoneração de Pacelli e de outros generais a necessidade de serviço. Pacelli era o responsável por supervisionar a produção e comercialização de armas e munições. Em uma carta do último dia 13, o general defendeu as normas, então em vigor, sobre o controle do rastreamento de armas. Na carta, publicada na terça-feira (28) pelo jornal O Estado de São Paulo, a que a TV Globo também teve acesso, o general Pacelli afirmou que: “Temos atualmente um sistema regulatório absolutamente alinhado às novas políticas emitidas pelo governo federal no ano de 2019 no tocante a armas, munições e produtos controlados em geral”. No texto, o general pede "desculpas a empresários e industriais do ramo de PCE, produtos controlados pelo Exército, por não ter atendido a interesses pontuais. E acrescenta que "não podia e não podemos. Nosso maior compromisso será sempre com a tranquilidade da segurança social e capacidade de mobilização da indústria nacional". A carta foi entregue aos subordinados e superiores do general Pacelli. E publicada na página do Exército. Mas quatro dias depois, em 17 de abril, o presidente Bolsonaro anunciou, em uma rede social, que mandou revogar as portarias sobre rastreamento, identificação e marcação de armas e munições por não se adequarem às diretrizes dele. A procuradora-regional da República, Raquel Branquinho, pediu para apurar a conduta de Bolsonaro. Segundo ela, a finalidade do presidente poderia ser atender atender a parcela do seu eleitorado, que defende a indústria das armas. E que a ausência de controle, de rastreabilidade e identificação facilitam o contrabando de armas e munições. A sub-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, cobrou, então, explicações do Exército. Na terça-feira (28), o comandante logístico do Exército, general Laerte de Souza, ex-chefe do general Pacelli, respondeu ao Ministério Público. Ele disse que o recuo na publicação das portarias foi motivado por questionamentos de dentro e fora do governo - inclusive em redes sociais. "Surgiram inúmeros questionamentos e contrapontos levantados por diversos setores da sociedade, especialmente nas mídias sociais, e da administração pública em razão da tecnicidade do tema. Nesse viés, foram verificadas algumas oportunidades de melhoria em pontos de difícil compreensão", disse. O Ministério Público vai analisar agora todas as informações para decidir sobre o próximo passo, que pode ser: abrir um inquérito ou acusar diretamente o presidente Jair Bolsonaro por ato de improbidade administrativa ou arquivar o caso. O Ministério da Defesa informou que o comando logístico do Exército revogou as portarias para a aperfeiçoar a redação dos textos. Segundo o Ministério da Defesa, isso vai esclarecer questionamentos da sociedade e da administração pública.

Fonte: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/04/29/exercito-envia-explicacoes-ao-mpf-sobre-revogacao-de-portarias-sobre-armas-e-municoes.ghtml

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A história por trás de 'Waka Waka', o maior hit das Copas: Shakira 'copiou' música camaronesa

Banda dona de refrão idêntico gravado em 1986 teve que ameaçar processar para que integrantes virassem coautores. Clipe da colombiana tem mais de 3 bilhões de views no YouTube. Relembre as trilhas mais recentes das Copas do Mundo '"Waka Waka (This Time for Africa)" foi a principal música da Copa da África do Sul, em 2010, quando o campeonato foi disputado no continente africano pela primeira vez. A história por trás do maior hit de todas as Copas (veja clipes no vídeo acima) envolve um refrão "copiado" e certa demora para dar créditos aos coautores. Além de Shakira, "Waka Waka" tem a banda sul-africana Freshlyground, sequer citada no título da música no YouTube. Outra contribuição africana "escondida" tem a ver com o refrão. Ele foi pego de uma música chamada "Zangalewa", lançada em 1986 pela banda camaronesa Golden Sounds. Em 2010, "Waka Waka" foi lançada com dois autores creditados: Shakira e John Hill, produtor que já ...

Ameca, o robô humanoide que impressiona por semelhança com humanos; vídeo

Imagem do robô "acordando para a vida" revelada esta semana viralizou e chama a atenção pelo realismo das expressões. Modelo servirá como base de teste para inteligência artificial e terá conexão em nuvem. Ameca: veja o robô realista que parece humano Seu nome é Ameca. Ele é o novo robô da empresa britânica Engineered Arts, especializada em máquinas humanoides. Sua extrema semelhança com seres humanos acabou chamando atenção de internautas nas redes sociais. A imagem do robô "acordando para a vida" revelada esta semana viralizou deixando muita gente impressionada, e outros "assustados". Seu lançamento oficial será na próxima Consumer Electronics Show (CES) 2022, mas alguns detalhes do modelo já foram divulgados pela fabricante. Em seu anúncio, a empresa afirmou que "Ameca é o robô em forma humana mais avançado do mundo". Seus criadores dizem que ele pode servir de plataforma para o desenvolvimento de futuras tecnologias robóticas. SAIBA MAIS Xen...

'Rota 66 - A História da Polícia que Mata': Profissão Repórter revisita casos após 30 anos; assista à íntegra

O livro de Caco Barcellos, lançado em 1992 após uma investigação jornalística de sete anos, acaba de virar série no Globoplay. Junto com cinco repórteres da nossa equipe, ele reencontrou as vítimas mostradas na obra. Edição de 18/10/2022 - 'Rota 66 - a História da Polícia Que Mata': 30 anos depois Uma investigação jornalística de sete anos, conduzida por Caco Barcellos, resultou no livro "Rota 66 - A História da Polícia que Mata". A obra, fruto da análise de dezenas de caixas de documentos vindos de cinco fontes diferentes, revelou o perfil de 4.179 mortos pela Polícia Militar de São Paulo, de 1970 a 1992; 65% deles nunca tinham tido envolvimento com o crime. Para marcar os 30 anos do livro, que acaba de virar série no Globoplay, o Profissão Repórter revisitou os casos e reencontrou os órfãos e outros familiares das vítimas da violência policial. O repórter cinematográfico Eduardo de Paula e mais cinco repórteres acompanharam Caco na missão. Caco e Chico Bahia Profis...